
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das filhas, menos de 48 horas após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A viagem ocorreu após o parlamentar descumprir uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes à Polícia Federal.
A chegada foi confirmada pela Agência Brasil. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a aeronave pousou pouco antes das 10h30, no aeroporto executivo Opa-Locka, próximo a Miami, na Flórida. O trajeto durou aproximadamente quatro horas.
A saída do senador começou a ser noticiada na terça-feira (27), inicialmente por veículos de comunicação argentinos. Na ocasião, o coordenador de sua campanha presidencial, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que não sabia da viagem. Segundo ele, Flávio havia enviado uma mensagem pela manhã dizendo que pretendia “dar um tempo” antes de voltar a conversar com aliados.
O deslocamento ocorreu em meio à repercussão internacional da derrota eleitoral e foi noticiado por veículos como The New York Times, El País e The Guardian. A imprensa estrangeira também destacou a recusa inicial de Flávio em reconhecer a vitória de Lula e as investigações envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
Determinação judicial
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, na qual o senador também é investigado ao lado do advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.
Segundo a Agência Brasil, os documentos não foram entregues no prazo estabelecido e acabaram cancelados pela Polícia Federal.
Antes de deixar o país, Flávio havia publicado um vídeo nas redes sociais no qual negou que pretendesse viajar ao exterior e afirmou que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo Lula.
A decisão judicial ocorreu após declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que, em uma transmissão nas redes sociais, havia defendido que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição e passasse a liderar a oposição a partir do exterior.
Até a manhã desta quarta-feira (28), não havia manifestação oficial das autoridades brasileiras ou norte-americanas sobre os detalhes da viagem e as circunstâncias da saída do senador.





