O resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), fica na Represa de Chavantes. (Foto: Divulgação)
O resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), fica na Represa de Chavantes. (Foto: Divulgação)

O Tayayá Agua Resort, empreendimento de alto padrão localizado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, voltou ao centro do noticiário nacional e tem contribuído para o desgaste da imagem pública do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Reportagens recentes de veículos de grande circulação destacam a relação do magistrado com o complexo turístico, conhecido na região como o “resort do Toffoli”, em meio a questionamentos sobre ostentação, influência e possíveis conflitos éticos.

Instalado às margens da Represa de Chavantes, próxima à divisa entre Paraná e São Paulo, o Tayayá se apresenta como um espaço voltado a um público de alta renda. O empreendimento comercializa cotas imobiliárias a partir de R$ 750 mil, que dão acesso a mansões de luxo, estrutura exclusiva de lazer e uma frota de lanchas de alto desempenho utilizada por hóspedes e proprietários.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que o nível de sofisticação do resort vai além das atividades náuticas. O complexo abriga ambientes que funcionam de maneira semelhante a cassinos, com máquinas de jogos e mesas de blackjack. Embora a exploração de jogos físicos ainda esteja em uma zona indefinida da legislação brasileira, o funcionamento desses espaços tem atraído atenção e críticas.

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Outro ponto destacado pela imprensa é a ligação familiar do ministro com o empreendimento. A administração do resort já esteve sob responsabilidade de José Eugênio Toffoli, irmão de Dias Toffoli, que também possui imóvel no local. Segundo o site Metrópoles, a presença frequente do ministro no Tayayá e o fato de ele dispor de embarcação própria durante as estadias reforçaram a associação direta entre o magistrado e o resort na percepção da população local.

Dias Toffoli, ministro do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Dias Toffoli, ministro do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Com diárias que chegam a R$ 2 mil no quarto mais simples, o Tayayá conta com seis piscinas — três delas aquecidas —, quadras de tênis e beach tennis, além da estrutura de entretenimento que inclui o cassino. O empreendimento foi inicialmente construído por familiares do ministro e, apesar de ter sido formalmente vendido, continua sendo identificado na região pelo vínculo com Toffoli.

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De acordo com reportagens, o fundo que adquiriu o resort teve entre seus investidores o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master. Posteriormente, o estabelecimento foi comprado por um advogado ligado ao grupo J&F, controlador da JBS, dos empresários Joesley e Wesley Batista.

Mesmo após a venda, funcionários do resort afirmam que o ministro Dias Toffoli segue frequentando o local. A recorrência das reportagens e a exposição do caso em veículos nacionais têm ampliado o debate público e intensificado o desgaste do ministro, colocando novamente sob escrutínio a relação entre membros do Judiciário, empreendimentos privados de luxo e figuras influentes do meio empresarial.

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