O treinador de futebol investigado pela Polícia Civil por suspeita de abuso sexual foi demitido de suas funções pela Prefeitura de Piraju. A demissão foi publicada no Diário Oficial do município desta quarta-feira (12).
O caso foi destaque no G1.
Ao G1, a administração pública informou que a ação ocorreu após os processos administrativos instaurados a partir das denúncias apresentadas por pais e alunos contra o investigado. O documento que oficializou a demissão foi assinado na terça-feira (11).
À reportagem, o Executivo apontou, nesta quinta-feira (13), que outras informações sobre a decisão não podem ser compartilhadas, pois fazem parte de um processo que tramita em sigilo.
No documento, o diretor administrativo incluiu a consideração ao relatório final do processo destinado à apuração de falta funcional atribuída ao servidor público. Neste, foi indicado que o homem ocupava o cargo de monitor de esportes.
Uma falta funcional de servidor público é uma infração cometida por um funcionário ou agente público ao descumprir seus deveres profissionais, seja violar regras do seu cargo ou agir contra as leis do serviço público.
Em junho deste ano, a Prefeitura de Piraju havia determinado o afastamento cautelar do treinador. De acordo com a publicação na época, o homem havia sido afastado da função por 30 dias. Havia indícios que estavam sendo investigados no processo administrativo aplicado, entre os motivos citados estão:
- denúncias registradas na Ouvidoria do município;
- documentos enviados pela Rede de Apoio a Meninas e Mulheres de Piraju (RAMP);
- informações encaminhadas pela polícia;
- relato de uma suposta vítima menor de idade em uma Escuta Especializada;
- suspeitas de condutas de natureza sexual atribuídas ao servidor quando atuava com crianças e adolescentes em projetos esportivos municipais.
O G1 procurou o treinador para um posicionamento sobre a demissão, mas até a publicação desta reportagem, não houve retorno.
A RAMP (Rede de Apoio às Meninas e Adolescentes de Piraju), que vem se movimentando e organizando atos em apoio às vítimas de pedofilia no município, comemorou em suas redes oficias a decisão. No entanto, assim como desde o início de suas manifestações, o grupo defende a prisão do treinador de futebol.






