O treinador de futebol investigado por suspeita de abuso sexual contra menores em Piraju foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (7). Segundo o delegado responsável pelo caso, Gean Lucas Marcon Batista, o homem foi localizado em sua residência. A prisão foi destaque no G1 nesta semana.
A prisão ocorreu após a Justiça de Piraju expedir um mandado de prisão preventiva. O investigado deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (8) e, depois, ser encaminhado a uma unidade prisional.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura possíveis crimes de estupro de vulnerável. Ao G1, o delegado informou que já foram encontrados elementos relacionados a um dos casos, enquanto outras denúncias continuam sendo investigadas.
A identidade do suspeito não foi divulgada para preservar as possíveis vítimas, que eram menores de idade.
Denúncias
A investigação começou após um grupo de pessoas registrar boletins de ocorrência contra o treinador. Ao menos quatro denunciantes teriam relatado situações semelhantes às autoridades.
De acordo com informações divulgadas anteriormente pela polícia, os casos teriam ocorrido em diferentes períodos, entre 1998 e 2024. Na época dos fatos, as supostas vítimas tinham entre 7 e 13 anos.
O investigado também é proprietário de uma escola de futebol.
Em janeiro deste ano, a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão na residência do treinador. Aparelhos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Afastamento e demissão
O homem também era servidor da Prefeitura de Piraju desde 1992 e atuava como monitor de esportes. Após as denúncias, foi afastado cautelarmente e dois processos administrativos foram instaurados.
Em agosto, a Prefeitura informou que o investigado havia sido demitido após os procedimentos administrativos relacionados às denúncias.
O treinador nega as acusações. Em manifestação publicada nas redes sociais, afirmou que é inocente e que pretende provar sua inocência durante as investigações.
A prisão preventiva não significa condenação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e será analisado pela Justiça.
* Com informações do G1 Itapetininga e Região






