Privatização da Sabesp foi aprovada pela Alesp na semana passada. (Foto: Divulgação)
Privatização da Sabesp foi aprovada pela Alesp no final de 2023. (Foto: Divulgação)


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) admitiu nesta segunda-feira (11), que a conta de água irá aumentar, mesmo com a privatização da Sabesp.

“A tarifa da Sabesp, hoje, ela vai subir ao longo do tempo. O que a gente garante nessa operação é que ela vai subir em um valor menor”, disse.

A afirmação representa uma mudança no discurso da gestão estadual, que vinha sustentando o projeto como forma de viabilizar redução na tarifa.

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Em recente entrevista ao G1, Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, prometeu que a tarifa seria reduzida: “Está escrito na lei, né. A gente se amarrou, a gente quis fazer isso”.

No início da ano, o próprio governador defendeu que a proposta implicaria na redução do valor. “Vamos conseguir fazer o investimento, cumprir o prazo de universalização do serviço, fazer mais ligações, fazer mais estações de tratamento, investir no reuso de água, na diminuição das perdas e ao mesmo tempo reduzir as tarifas”, disse Tarcísio em janeiro.

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Histórico

O projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) na semana passada, em votação tumultuada, marcada protestos contrários à proposta.

Embora já sancionado, para ser de fato viabilizado, a privatização também precisa passar pela Câmara de São Paulo.

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Ele terá que ser aprovado pelos vereadores, uma vez que a capital paulista representa 44,5% do faturamento da companhia.

Pela lei municipal, qualquer mudança no controle acionário da Sabesp faz com que a Prefeitura de São Paulo volte a assumir o serviço de água e esgoto na cidade.

Além de São Paulo, o governador afirmou que também conversará com os demais 374 municípios atendidos pela Sabesp para a renovação do contrato de concessão até 2060, “garantindo a inclusão dos mais pobres e os investimentos necessários para a universalização”.

Na prática, a privatização não deverá sair do papel antes do primeiro semestre de 2024. Poucas ou nenhuma empresa teria interesse de comprar a Sabesp sem a fatia da capital.

Sabesp: manifestantes fizeram vigília na madrugada desta quinta-feira (7) pela soltura dos presos em protesto na Alesp. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Sabesp: manifestantes fizeram vigília na madrugada desta quinta-feira (7) pela soltura dos presos em protesto na Alesp. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)