Prédio da Câmara de Águas de Santa Bárbara, localizada na Vila Cantizani. (Foto: Google Maps/Reprodução)
Prédio da Câmara de Águas de Santa Bárbara, localizada na Vila Cantizani. (Foto: Google Maps/Reprodução)


A Polícia Civil investiga a invasão da conta bancária da Câmara Municipal de Águas de Santa Bárbara e as transações que somaram mais de R$ 230 mil.

Ao G1, nesta quarta-feira (21), a corporação informou que um inquérito policial foi aberto e segue em tramitação na Delegacia da cidade. O site do grupo Globo destacou o caso nesta semana.

O crime ocorreu no dia 26 de agosto deste ano. Na data, uma funcionária pública compareceu à delegacia e disse ter sofrido uma fraude eletrônica via contato telefônico. De acordo com o boletim de ocorrência, o golpista se identificou como gerente da Caixa Econômica Federal.

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Logo depois, o suspeito informou à vítima que estava com problemas de internet e pediu para que ela deixasse o computador ligado, pois haveria uma atualização automática do sistema e ele retornaria no dia seguinte pela manhã.

No dia seguinte, quando a vítima foi confirmar a folha de pagamento de pessoal, ela acessou os dados de saldo e percebeu que o valor estava inferior. Ao gerar um extrato, percebeu duas transferências de mais de R$ 230 mil. Ambas foram feitas fora do expediente da Câmara e sem sessão pública.

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Ainda de acordo com o registro, assim que a vítima percebeu as transferências, ela buscou contato com o banco para o bloqueio de acesso.

O que diz a Câmara

Em nota oficial, publicada no dia 15 deste mês, a Câmara Municipal de Águas de Santa Bárbara informou que o valor foi transferido para contas estranhas e não autorizadas.

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Além do registro do boletim de ocorrência, a Câmara instaurou uma sindicância interna, cujo relatório foi encaminhado à Polícia Civil para auxiliar no inquérito policial.

“Todas as medidas legais e administrativas estão sendo adotadas para recuperar os valores e responsabilizar os autores. A Câmara reafirma seu compromisso com a transparência e defesa do patrimônio público, e esclarece que a iniciativa da apuração partiu da própria instituição”, concluiu.