Caso foi registrado na Delegacia de Piraju. (Foto: Reprodução/Google Maps)
Caso está sendo investigado pela Delegacia de Piraju. (Foto: Reprodução/Google Maps)


A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um treinador investigado por suspeita de pedofilia em Piraju. A ação aconteceu em 30 de janeiro, mas foi divulgada pelas autoridades somente nesta quarta-feira (11).

De acordo com a corporação, o mandado foi cumprido no Conjunto Habitacional “Vereador Osvaldo Dearo Castilho”. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, que, atualmente, passam por perícia para identificar possíveis provas dos crimes.

Ao menos quatro denunciantes relataram abusos em situações semelhantes às autoridades, segundo a polícia. Os casos teriam ocorrido em períodos distintos, sendo o primeiro em 1998 e o mais recente em 2024. À época dos fatos, as vítimas tinham entre 7 e 13 anos e eram todas do sexo masculino.

PUBLICIDADE

O investigado é proprietário de uma escola de futebol, que segue em funcionamento e é financiada por pais de alunos e empresários.

Em um dos registros, datado de 2024, consta que a vítima, ainda menor de idade, procurou o Conselho Tutelar para denunciar o caso e precisou de atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante uma aula de educação física.

PUBLICIDADE

“[A mãe] passou a perceber alterações no comportamento do filho, o qual a se recusou a participar dos treinos de futebol, atividade que praticava desde o início do ensino fundamental. Informa, ainda, que o menor passou a apresentar episódios de revolta, os quais se identificaram até o dia em que o próprio decidiu procurar o Conselho Tutelar”, diz o registro.

Em outro boletim de ocorrência, de 2005, foi relatado que o professor costumava abordar os alunos durante os treinamentos e os convidava a ir até a sua casa. Nesse caso, os abusos teriam ocorrido mais de uma vez contra a mesma vítima.

PUBLICIDADE

“Nas primeiras vezes, o abuso se restringiu a toques nas pernas e no pênis […] Em uma determinada vez, ele pediu para que a vítima deitasse de barriga para baixo e tentou a penetração, que ele só conseguiu na terceira vez. O professor disse para a vítima não contar aquilo para ninguém e disse que aquilo o ajudaria nos treinos”, diz o boletim.