Dois casos de violência doméstica chamaram a atenção na região nos últimos dias. As ocorrências foram registradas em Avaré e Itaí e resultaram na prisão dos suspeitos.
Em Avaré, um homem foi preso após ser acusado de agredir a ex-companheira durante a comemoração do aniversário do filho da mulher, no Jardim Bom Sucesso I, na noite de sábado (22). Conforme o boletim de ocorrência, os dois teriam iniciado uma discussão e o suspeito teria desferido socos, puxado o cabelo e apertado o pescoço da vítima.
Ainda segundo o registro policial, a mulher já havia sido ameaçada anteriormente. O homem também teria ameaçado a irmã da vítima, uma adolescente de 14 anos. A mulher relatou às autoridades que, mesmo após o fim do relacionamento, o suspeito se recusava a deixar a residência.
O homem foi preso em flagrante e levado à delegacia. O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e ameaça.

Ameaça em Itaí
Em Itaí, outro homem foi preso na sexta-feira (21), no bairro dos Mineiros, após ameaçar a companheira com um machado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito não teria aceitado o fim de um relacionamento que durou cerca de 14 anos. Ele permanecia temporariamente na residência da mulher e dos quatro filhos, alegando não ter outro local para ficar.
Ainda segundo o relato, o homem teria tentado agredir a vítima com o machado quando ela chegou à residência. A Polícia foi acionada, apreendeu a ferramenta e efetuou a prisão do suspeito.
O caso foi registrado como violência doméstica e ameaça.
Agosto Lilás
Os dois episódios ocorrem durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Em Avaré, a Delegacia de Defesa da Mulher vem participando de ações de orientação sobre violência doméstica, medidas protetivas e os serviços disponíveis às vítimas.
A Lei Maria da Penha completou 20 anos em 7 de agosto. A legislação estabelece mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Além da violência física, a lei contempla formas como violência psicológica, sexual, patrimonial e moral.
As medidas protetivas de urgência podem ser concedidas para interromper situações de violência e ampliar a proteção da vítima, inclusive sem que seja necessário aguardar a conclusão de um inquérito ou processo judicial.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. O Ligue 180 oferece atendimento gratuito, 24 horas por dia, para orientação, acolhimento e encaminhamento de mulheres em situação de violência.






