Agentes constataram que o estabelecimento funcionava de forma clandestina. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Agentes constataram que o estabelecimento funcionava de forma clandestina. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)


A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira (18), um homem de 53 anos, durante a deflagração da Operação “Wonka”, que identificou o funcionamento de uma fábrica clandestina de doces em condições insalubres, no município de Taquarituba.

A ação foi desencadeada a partir de denúncias que apontavam a produção e comercialização irregular de alimentos, supostamente manipulados sem qualquer observância às normas sanitárias. Diante das informações, equipes policiais iniciaram diligências e confirmaram a veracidade dos fatos.

Durante a operação, realizada com apoio da Vigilância Sanitária, os agentes constataram que o estabelecimento funcionava de forma clandestina, mesmo após ter sido anteriormente interditado por irregularidades. No local, havia intensa atividade de produção e embalagem de doces destinados à comercialização.

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As condições encontradas eram extremamente precárias, com ausência de higiene, presença de sujeira acumulada, umidade excessiva e armazenamento inadequado de insumos e produtos prontos. Também foram observados indícios de contaminação, inclusive com sinais da presença de insetos.

Além disso, a estrutura física do imóvel apresentava irregularidades, como instalações improvisadas e falta de controle sanitário mínimo, evidenciando total descaso com a saúde dos consumidores. Os produtos eram manipulados e embalados em ambiente impróprio, sem qualquer fiscalização técnica.

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Durante a diligência, foram apreendidos diversos itens alimentícios, incluindo doces prontos para venda e matérias-primas utilizadas na produção. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica, a fim de comprovar as condições de impropriedade para consumo.

No momento da abordagem, havia trabalhadores no local, e o responsável pela atividade foi conduzido à unidade policial, onde foi autuado em flagrante. A conduta, em tese, caracteriza crime contra as relações de consumo, além de infração de medida sanitária preventiva.

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De acordo com a autoridade policial responsável pela investigação, Camila Rosa Alves, a atuação vai além de mera irregularidade administrativa, configurando prática criminosa que expõe diretamente a saúde pública a riscos relevantes.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão da atividade clandestina, inclusive quanto à distribuição dos produtos. O autuado está à disposição da Justiça.