O município de Itaporanga celebrou nesta sexta-feira (6) os 155 anos de emancipação político-administrativa. A data marca o momento em que a localidade conquistou autonomia e passou a ter administração própria, deixando de depender de outro município.
A emancipação representa o reconhecimento oficial da cidade como município, permitindo a organização do poder público local, com gestão do próprio orçamento, criação de serviços e definição de políticas voltadas à população. Para os moradores, a data é considerada uma espécie de “aniversário cívico” da cidade.
A origem do município remonta ao século XIX. Em 1843, o fazendeiro José da Silva Machado obteve, por intermédio do imperador Dom Pedro II, a vinda de frades capuchinhos da Itália para atuar na catequização de indígenas e na colonização de suas sesmarias, entre elas as regiões do Rio Negro, no Paraná, e do Rio Verde, no sul paulista.
A colonização da área do Rio Verde ficou sob responsabilidade do frei Pacífico de Monte Falco, que em 1845 fundou um pequeno povoado chamado São João Batista do Rio Verde. No local foi construída uma capela dedicada ao santo de mesmo nome. Com a chegada de novos moradores, o núcleo se desenvolveu rapidamente, sendo elevado à condição de freguesia em 1855.
Já em 1871, a localidade foi elevada à categoria de município, inicialmente com o nome de São João Batista do Rio Verde. Anos depois, em 1899, passou a adotar oficialmente o nome Itaporanga. O topônimo tem origem indígena e significa “pedra bela”, referência às pedras encontradas ao longo do Rio Verde, que corta o município.
Ao longo de sua história administrativa, o território passou por diversas mudanças, com a criação e posterior emancipação de distritos que deram origem a novos municípios da região, como Coronel Macedo, Barão de Antonina e Ribeirão Vermelho do Sul.

Hoje, com 155 anos de emancipação, Itaporanga mantém suas raízes históricas ligadas à formação do interior paulista e segue como um dos municípios tradicionais da região, sendo ainda a localidade onde fica a aldeia indígena Tekoá Porã. O gentílico de quem nasce na cidade é itaporanguense.






