O interior de São Paulo tem concentrado uma série de apreensões de medicamentos emagrecedores ilegais, especialmente à base de tirzepatida, conhecida como “caneta emagrecedora”. As ocorrências indicam que a região se tornou uma das principais rotas de entrada dos produtos vindos do Paraguai, com destino a grandes centros urbanos. Uma reportagem recente do G1 chamou a atenção para o cenário.
No último mês de dezembro, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 26 caixas de tirzepatida durante uma abordagem na BR-153, em Ourinhos. A carga estava escondida em compartimento oculto de um veículo e, segundo o motorista, teria sido comprada no Paraguai. O condutor foi preso em flagrante por contrabando e o material encaminhado à Receita Federal.
Somente nos primeiros 20 dias de janeiro, mais de 5,5 mil unidades de medicamentos ilegais foram interceptadas em rodovias da região de Itapetininga, em cidades como Sarapuí, Porangaba e Tatuí. De acordo com a Polícia Rodoviária, os produtos entram no estado após cruzarem o Paraná e seguem por rodovias como a Castello Branco e a Raposo Tavares, aproveitando a alta procura por medicamentos para emagrecimento.
Além das apreensões em rodovias, o comércio irregular também foi identificado dentro das cidades. Recentemente, em Taguaí, na região sudoeste de SP, a Polícia Civil apreendeu injeções emagrecedoras proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante operação em dois endereços residenciais. Dois suspeitos são investigados por vender os produtos por meio de redes sociais, após uma usuária passar mal e precisar de atendimento médico.
A Anvisa alerta que medicamentos à base de tirzepatida sem registro sanitário não oferecem garantia de qualidade, segurança ou eficácia. A venda e a importação desses produtos são proibidas no Brasil, e os responsáveis podem responder por crimes relacionados à falsificação e comercialização irregular de medicamentos.
As autoridades reforçam que a população não deve adquirir medicamentos por redes sociais ou canais não autorizados e orientam que denúncias sobre comércio ilegal sejam feitas aos órgãos de segurança e à vigilância sanitária.

Prefeitura de Fartura fez alerta
Em Fartura, cidade localizada na divisa com o PR, a menos de 15 km de Taguaí, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou recentemente um alerta à população sobre os riscos da compra irregular do medicamento Mounjaro (tirzepatida), utilizado principalmente no tratamento de diabetes e também associado ao emagrecimento.
Por se tratar de um medicamento de uso controlado, sua utilização deve ocorrer somente com prescrição médica e acompanhamento profissional, já que o uso inadequado pode provocar efeitos colaterais graves e comprometer a saúde do paciente.
O comunicado reforça que a aquisição do produto por meio de sites, redes sociais ou outros canais não autorizados é ilegal e representa um perigo, pois não há garantia da procedência, da conservação adequada ou da autenticidade do medicamento. Além disso, a venda sem receita médica configura crime.
A orientação é para que a população busque sempre um profissional de saúde em caso de dúvidas e adquira medicamentos exclusivamente em farmácias e estabelecimentos devidamente autorizados pelos órgãos de vigilância sanitária.







