Em tempos de desinformação, a apuração dos fatos se torna essencial. (Foto. Joédson Alves/Agência Brasil)
Em tempos de desinformação, a apuração dos fatos se torna essencial. (Foto. Joédson Alves/Agência Brasil)


A expressão “quarto poder” é uma forma simbólica de definir a imprensa e os meios de comunicação, cuja relevância está em informar a população temas que são de utilidade pública, sejam eles denuncistas, educativos ou atualidades. A atuação do jornalismo é fundamental em uma sociedade democrática, pois ela fiscaliza o poder, expõe mazelas sociais e traz luz a assuntos que podem agregar na vida do cidadão.

Nesta terça-feira, 7 de abril, estes profissionais da comunicação são homenageados. A data é um marco para debates sobre a valorização do jornalista, que dedica a vida à apuração e divulgação dos fatos. Luiz Otávio Lucas, jornalista e apresentador da TV Cultura, falou da relevância deste dia:

“Muitas pessoas não dão o devido valor que a gente deveria ter. Nós somos formadores de opinião, nós construímos a notícia, informamos as pessoas e muitas vezes isso não é valorizado.”

PUBLICIDADE

A globalização e a popularização das redes sociais trouxe um acesso fácil a informações para a população, mas também ampliou a divulgação das chamadas fake news, uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio e principalmente online, através das mídias sociais.

Atualmente, os jornalistas passam cada vez mais tempo nas redações em função da rapidez do fluxo de informações. (Foto: Divulgação)

Em tempos de desinformação, o jornalismo é mais importante do que nunca, como ressalta o editor do Portal Cultura, Fabrício Matos:

PUBLICIDADE

“Hoje em dia o jornalismo tem uma relevância muito grande, principalmente pela questão da desinformação, das chamadas fake news, dos vários discursos que circulam no mundo online, no mundo digital, através da internet, através dos nossos aplicativos de mensagem, através das redes sociais, que vêm trazer várias visões, várias versões de fatos e de acontecimentos que nem sempre são verdadeiros.”

Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura em 1975, quando foi torturado e assassinado pela ditadura. (Foto: Acervo/Instituto Vladimir Herzog)
Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura em 1975, quando foi torturado e assassinado pela ditadura. (Foto: Acervo/Instituto Vladimir Herzog)

Instituído oficialmente em 1931, o 7 de abril tornou-se uma oportunidade para refletir sobre o papel do jornalismo na sociedade e homenagear aqueles que o exercem com ética, coragem e responsabilidade.

PUBLICIDADE

‘Papel fundamental para a democracia’

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (7) que a imprensa exerce papel fundamental para a democracia brasileira. O reconhecimento faz parte da mensagem divulgada pelo ministro em alusão ao Dia do Jornalista.

Fachin disse que a atividade jornalística constitui pilar indispensável do Estado de Direito. Para o ministro, a liberdade de imprensa fortalece a transparência, o controle social e a confiança nas instituições.

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

“O Poder Judiciário reafirma que a livre circulação de ideias, críticas e informações é elemento estruturante da democracia e de uma sociedade aberta”, afirmou.

O presidente do STF também destacou que o jornalismo profissional deve ser reconhecido pela apuração rigorosa, responsabilidade na divulgação de conteúdos e compromisso com a verdade.

“O Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça reiteram seu apreço pelo trabalho da imprensa e renovam o compromisso republicano com a defesa intransigente da liberdade de expressão e de informação, fundamentos essenciais da ordem constitucional brasileira”, completou o ministro.